No dia dos professores, IASP homenageia Maria Garcia em Congresso sobre Biodireito
Evento tratou sobre os impactos da Inteligência Artificial na natureza, os riscos da falta de Direitos Humanos e a importância da Constituição
O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e o Projeto Global Crossings, promoveu no Dia dos Professores, em 15/10, o “Congresso de Biodireito, Bioética e Direitos Humanos Cátedra Jean Monnet”. O evento, que teve como destaque a homenagem a professora Maria Garcia, contou com mediação e abertura de Paula Tonani, diretora financeira do IASP, e Cláudia Loureiro, coordenadora da Cátedra Jean Monnet/UFU.
Ambas destacaram a importância da professora para o Direito e para a formação de juristas. “Decidimos homenagear Maria Garcia por razões óbvias. Suas contribuições ao Direito são imensas, hoje é apenas uma consolidação de sua trajetória”, ressaltou Cláudia.
Maria Helena Diniz, professora da PUC-SP, fez o discurso de homenagem. “Ela foi uma das pioneiras na área de Biodireito e sempre engrandeceu a cultura jurídica. Maria Garcia se destaca por sua forte personalidade e pelo serviço prestado ao Brasil”, concluiu.
Maria Garcia agradeceu e pontuou a importância da educação: “A educação é criar, alimentar e conduzir. O conhecimento significa liberdade, e o papel do professor é conduzir as pessoas a esse mundo”.
Abrindo o Congresso, Deborah Regina Lambach, professora de Direito Civil e Procuradora do Município de São Paulo, comentou sobre a possível negligência que a sociedade está cometendo com os problemas que a Inteligência Artificial vem causando à natureza. “É possível ter ética em um mundo de consumo excessivo? Será que estamos negligenciando os problemas trazidos pela IA para natureza, animais e vidas como um todo?”, questionou.
Deborah também usou a teoria da “modernidade líquida” de Zygmunt Bauman ao argumentar que a principal resposta a esse problema é uma mudança de pensamento com a adoção de um consumo consciente.
Já Maria Helena Diniz, ao comentar sobre Biodireito, ressaltou que o dever da área é impor limites, principalmente em relação à tecnologia. “O Biodireito não pode permitir que os Poderes fiquem inertes ante a revolução tecnológica. Devemos impor limites”, argumentou.
Em sua participação no tema, Maria Garcia discursou sobre os impactos negativos que a falta de Direitos Humanos causam na sociedade. Ao encerrar o debate, concluiu de forma firme sobre a importância da Carta Magna nesse combate: “A Constituição é a Bíblia do cidadão. Sem ela, estaríamos perdidos”.


