“A retórica moderna é a retórica aristotélica modernizada”

11 de junho de 2019

Por Avocar Comunicação

Professor Acacio Vaz de Lima Filho coordena cursos promovidos pelo IASP que ampliam a visão humanista e filosófica do profissional do Direito através das suas origens e história

Em tempos de hiperinformação e grandes transformações, o professor de História do Direito e conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) Acacio Vaz de Lima Filho atesta que a base da retórica e do pensamento moderno continua nos pensadores das antigas Grécia e Roma. Coordenador do curso de Retórica e Argumentação Jurídica, realizado nos meses de abril e maio na sede do IASP, o conselheiro analisa: “A retórica moderna é a retórica aristotélica modernizada. A mesma coisa com a oratória sacra de Santo Agostinho que queria comover o pecador. O pregador moderno também quer converter. A essência permanece; é atemporal.”

Nesse sentido, Vaz de Lima Filho, que é doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito, defende que mais profissionais aprofundem seu conhecimento na forma como se estruturou a linguagem e a lógica do pensamento ocidental. O professor livre-docente pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) lembra que o filósofo Immanuel Kant apontava que pouca coisa mudou na estruturação da lógica depois de Aristóteles. No caso do curso de retórica, o conteúdo apresentado foi da proto-retórica ao uso do sofisma para a argumentação jurídica, passando por Platão, Aristóteles, pensadores da Idade Média e filósofos do mundo contemporâneo.

Acompanha Acacio nessa jornada o professor de lógica Luís Rodolfo Ararigboia de Souza Dantas, doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP). Ambos projetam repetir em breve o curso e ainda promover um sobre hermenêutica e interpretação do Direito. “É muito agradável fazer o curso no IASP, longe das amarras inevitáveis da academia, fazendo um curso livre e profundo tanto para quem ministra quanto para os alunos”, afirma o professor Acacio. As turmas têm uma composição bem variada de estudantes a profissionais do Direito.

Além disso, o catedrático ressalta a necessidade de uma visão humanista e, neste ponto, a arte, que permeia várias discussões do curso, pode ajudar. Ele lembra que nos portões da Faculdade de Direito do Largo São Francisco são homenageados três ex-alunos e poetas: Castro Alves, Fagundes Varela e Álvares Azevedo. “Como ciência humanista, o Direito precisa da arte”, atesta o professor Acacio.

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Luís Indriunas