Homenagem para J. B. Viana de Moraes

O Palácio da Justiça ostenta para o busto de José Benedito Viana de Moraes. O homenageado, que também era conhecido como J. B. Viana de Moraes, nasceu em 1916, em São Paulo, e faleceu em 1998. Formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1938. Foi advogado, jurista e professor de Direito. Atuou na Justiça Militar como advogado e promotor e representou o governo do Estado de São Paulo junto à Organização das Nações Unidas (ONU). Durante a presidência de Jânio Quadros criou a Polícia Federal e, quando Jânio foi prefeito de São Paulo, na década de 80, idealizou e criou a Guarda Civil Metropolitana.

A cerimônia de entronização do busto foi conduzida pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ademir de Carvalho Benedito, que representou o presidente. Logo no início, o Coral da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp) cantou o Hino Nacional Brasileiro, acompanhado pelos presentes. Em seguida, a sócia do homenageado e associada do IASP Maria Celeste de Oliveira, juntamente com seus familiares, descerraram o busto.

O Desembargador Ademir Benedito, Conselheiro do IASP, falou em nome do Tribunal. Apresentou o extenso currículo do homenageado e ressaltou: “O reconhecimento público do Tribunal ao Dr. Viana de Moraes demonstra à sociedade que, efetivamente, não se distribui, administra e realiza Justiça sem a participação dos advogados”.

Tales Castelo Branco, Ex-Presidente do IASP, discursou em nome dos ex-alunos da Faculdade Mackenzie. “A vida do homenageado foi um magnífico exemplo de amor ao Direito Penal, quer por sua acendrada dedicação à Advocacia, quer pela sua amorosa abnegação ao magistério.”

O último pronunciamento coube a Maria Celeste de Oliveira. Com emoção, ela agradeceu a homenagem e relatou como foi o convívio com J. B. Viana de Moraes durante os 26 anos em que trabalhou ao seu lado. “Combativo advogado criminal, querido professor e orador sempre aplaudido de pé em discursos, palestras e conferências, considerado pelos seus pares e pela família forense como o ‘Uirapuru das Tribunas’, pois, quando discursava, todos ficavam em tumular silêncio.”